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Plano para elaboração de um PPRA

Olá pessoal, tudo bem? Estou um pouco sumido por conta do trabalho, sempre que posso respondo os colegas por e-mail. Hoje estou trazendo um plano de elaboração para PPRA (Programa de Prevenção a Riscos Ambientais).
Dúvidas e Perguntas: 
  • Quem pode fazer? Engenheiros de Segurança do Trabalho e Técnicos de Segurança do Trabalho. 
  •  Qual a finalidade? Tem a finalidade de prevenir a saúde e integridade dos trabalhadores através da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente do trabalho, levando consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.
  • Qual a Norma Regulamentadora? NR 09, Portaria 3214/78, Lei 6514/77 do capítulo V (Para efeito desta NR. consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientem de trabalho que, em função da sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde dos trabalhadores.)
  • Qual valor cobrado? Depende de cada departamento e o trabalho que o profissional terá para fazer. Varia de R$700,00 a R$1500,00. Uma dica que deixo, existem profissionais sanguessuga que copiam o trabalho de outros e cobram de R$100,00 a R$200,00.

Lembre-se, cada profissional tem o seu roteiro para elaborar um PPRA. No meu caso, eu sigo essa ordem: 
  1. Apresentação; Nome da empresa, endereço, cnpj e/ou pessoal física, Classificação da empresa (CNAE), Atividade principal, Grau de risco e número de profissionais.
  2. Justificativa; O motivo da elaboração do PPRA.
  3. Identificação dos Riscos; Quais os riscos que a empresa possui e que de alguma maneira os profissionais vão ser afetados?
  4. Metodologia de Ação; Quais são os elementos que você vai utilizar para resolver os problemas que podem acontecer naquela empresa? Exemplo: Sistema de prevenção e combate a incêndios, Manutenção de instalações elétricas, Maquinas e equipamentos, Treinamento dos colaboradores, etc.
  5. Profissionais Envolvidos; Quais os profissionais que serão afetados pela aquela atividade? Exemplo: Mecânico, Auxiliares, Analistas, Atendentes, etc.
  6. Metodologia de Avaliação e Monitoramento; Medidas de controle devem ser realizadas através de avaliação sistemática e repetitivas da exposição aos riscos.
  7. Planejamento; Período de vigência do PPRA e metas a serem seguidas pelos colaboradores.
  8. Cronograma; Qual mês, dia que uma determinada metodologia de ação será implantada?
  9. etc...
Existem diversos locais e tipos de PPRA, exemplos: Construção Civil, Cartórios, Oficinas mecânicas, etc. Cada atividade exige 1 PPRA diferente. Fique ligado em profissionais que fazem control c + control v. Eles sempre cobram mais barato por algo que eles não fizeram.

Observação: Antes que eu me esqueça, lembre-se que qualquer trabalho deve ser gerado uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) que comprove que você realizou aquele trabalho. O PPRA só possui validade quando é anexado juntamente a ART. 

A importância da Cultura de Saúde e Segurança

O que é Cultura Organizacional? São os valores do pensamento organizacional dominante e dos princípios de negócio da organização que serão determinantes para interferir nos hábitos, comportamentos e atitudes dos colaboradores em todos os níveis hierárquicos.

O Progresso Contínuo da Segurança e da Saúde no Trabalho? 
Todos no mesmo sentido e em uma única direção.

A Empresa deve estabelecer a Cultura de SST e motivar seus empregados para segui-la fazendo que os esforços sejam unificados para o alcance dos objetivos.

Quais os fatores determinantes para a evolução do nível da cultura da organização em Segurança e Saúde?

Segregação de resíduos no escritório

Papel: Folhas de papel sulfite, papel pardo, papelão, cartolina, jornal, revista, envelopes.

Plástico: Copos descartáveis, embalagens plásticas, sacos plásticos, garrafas de água.

Metal: Latas de alumínio, clips, grampos, arames.

Lixo Comum: Resíduo geral não-reciclável ou misturado ou contaminado, não passível de separação. Papel carbono, fotos, fitas adesivas, band-aid, embalagens de comida (Ex: papel de bombom), papéis plastificados, algodão, espuma, materiais contaminados (Ex: copo descartável sujo de café, guardanapo sujo, papel toalha sujo).

Orgânico: Restos de alimentos.

Segurança em Casa - Banheiro (Capítulo 2)

BANHEIRO 

O banheiro pode ser um ambiente bastante perigoso. Vaso sanitário, espelhos, banheiras, cosméticos... Tudo isso pode representar grande risco.

Vasos sanitários: Muitas pessoas, principalmente as crianças, sobem no vaso para alcançar o chuveiro ou se olhar no espelho. Os vasos sanitários são fabricados em cerâmica, um material frágil que quando quebrado torna-se altamente cortante. 
Os vasos são projetados para suportar peso, desde que a pessoa esteja sentada. Nessa posição o peso é uniformemente distribuído evitando que o vaso se quebre.

O peso da pessoa em pé ou agachada irá provocar força para baixo. Como o peso concentra-se somente em um ponto nas bordas do vaso, a força será exercida lateralmente (F) podendo provocar a ruptura ao meio (R), com conseqüências gravíssimas, já que a cerâmica é altamente cortante quando quebrada. NUNCA suba no vaso sanitário... NUNCA!

Outro risco a ser considerado no caso dos vasos sanitários é o de afogamento. Crianças pequenas, sobretudo os bebês que já andam, tem a cabeça e o tronco como as partes mais pesadas do corpo, o que pode facilmente provocar a queda ao se inclinarem para a frente. Por isso, mantenha os vasos sanitários sempre tampados e de preferência travados com dispositivos específicos que impeçam a criança de abrí-lo. 

Banheiras: Siga essas orientações para evitar acidentes em banheiras: 

- Jamais deixe crianças sozinhas na banheira. A criança pode passar mal e não ter tempo de reagir chorando ou pedido socorro; 
- Se estiver com uma criança na banheira nunca saia para atender ao telefone ou a campainha, você pode se distrair, se entreter no assunto e esquecer da criança; 
- Não deixe que as crianças maiores façam da banheira um local de muitas brincadeiras, principalmente se começarem a subir na borda e pular na banheira, um escorregão seguido de uma batida de cabeça pode ser fatal.

Espelhos: Cuidado especial em relação aos espelhos, principalmente se forem grandes, daqueles que permitem visualizar o corpo todo. É muito fácil bater com o cotovelo ou com objetos. Se o espelho for pouco resistente e não possuir moldura ele pode estourar e provocar cortes tanto na pele quanto nos olhos. 

Se você tem um desses espelhos, redobre a atenção com as crianças, não permitindo corre-corre e brincadeiras no local. 

Uma boa solução para os espelhos grandes (de corpo inteiro) é aplicar um papel contact® transparente sobre eles. Isso pode diminuir o reflexo, mas evitará que o espelho se estilhasse provocando cortes. 

Piso escorregadio: Quando o piso está molhado e com espuma torna-se muito escorregadio. Crianças e pessoas idosas costumam ser as maiores vítimas. A lesão é quase sempre agravada pelo fato do espaço ser pequeno, o que acaba ocasionando a batida da cabeça contra o vaso ou o lavatório. Usar um tapete de borracha no chuveiro é uma opção simples e bastante eficiente.

Referencia:

MANUAL DE SEGURANÇA PARA CRIANÇAS. Como proteger seus filhos dos perigos do dia-a-dia. Rodrigo Cirino de Souza e Omar Alexandre Ferreira da Silva. Versão eletrônica 1.0 / nov.2009

Segurança em Casa - Cozinha (Capítulo 1)

COZINHA

A cozinha é um dos ambientes mais inseguros da casa. Nele encontramos objetos pontiagudos, cortantes, quentes e químicos, ou seja, tudo o que pode pôr em risco a vida dos pequenos.

Brincadeiras: Não permita que as crianças façam da cozinha um local de brincadeiras e corre-corre. Procure concentrar as brincadeiras e as reuniões entre amigos em outro local. As cozinhas em geral são perigosas. O ideal é separar a cozinha dos demais cômodos da casa, evitando assim que as crianças entrem. Isso pode ser feito por meio de portas ou pequenos portões encontrados em petshops e normalmente utilizados para impedir o acesso de animais à casa. 

Panelas: No fogão, as panelas, devem estar sempre bem apoiadas e com o cabo virado para dentro, evitando a curiosidade das crianças e os esbarrões acidentais; Também prefira utilizar as bocas de trás do fogão, deixando as panelas ainda mais afastadas da borda. 

Panelas de pressão: Se uma panela de pressão é esquecida no fogo, ela pode sofrer uma sobrepressão. As panelas modernas possuem válvula de segurança que se rompe, aliviando a pressão e evitando uma possível explosão.

Nunca remova a válvula de segurança ou a substitua por parafusos ou “pingos” de solda, você estará removendo o sistema de segurança da panela e aumentando sensivelmente o risco de acidentes. 


Botijão de gás: “O botijão de gás explodiu matando muitas pessoas”. 
Essa afirmação, que comumente é encontrada nos jornais, tem grandes chances de estar errada, pois os botijões de GLP (gás liquefeito de petróleo ou gás de cozinha) são construídos de modo a evitar a explosão do cilindro. Eles possuem válvula de segurança que impede a explosão por sobrepressão. Geralmente o que explode não é o botijão e sim o ambiente gaseificado. 

Como ocorre a explosão: De alguma forma o gás vaza do botijão. Se o ambiente estiver confinado, ou seja, totalmente fechado, o gás vai se espalhando e se acumulando. Ao entrar em casa, a pessoa acende uma lâmpada ou qualquer outro equipamento que gera calor ou faíscas, de modo que essa pequena centelha poderá ser suficiente para desencadear a queima súbita do gás, resultando em uma poderosa explosão. 

Medidas de Prevenção: 

1. Só utilize mangueiras de gás com o selo do INMETRO (certificadas) e esteja sempre atenta em relação a validade (5 anos); 
2. Cuidado com o superaquecimento da mangueira de gás. Evite o contato com as partes metálicas do fogão ou dos fornos elétricos; 
3. Evite usar mangueiras muito longas. Se necessário contrate um especialista para instalar uma tubulação metálica adequada; 
4. Procure manter o botijão do lado externo, preferencialmente em uma casinha bem ventilada, que o proteja das intempéries e afastada cerca de 3 metros de ralos, evitando que o gás se acumule em tubulações subterrâneas em casos de vazamentos; 
5. Cuidado com os vitrôs e janelas abertos. O vento pode apagar o fogo e o gás continuará vazando. As cortinas também podem entrar em contato com a chama e pegar fogo; 
6. Quando não estiver utilizando o fogão, mantenha o registro do gás fechado. Crianças podem mexer nos botões do fogão e abrir o gás sem que você perceba.

O que fazer em casos de vazamentos de gás? Se você chegar em casa e sentir um forte cheiro de gás, siga essas orientações: 

1. Não ligue lâmpadas nem outros equipamentos elétricos. Se houver lâmpadas acessas não desligue-as;
2. Retire pessoas e animais do interior e das proximidades da casa;
3. Abra todas as janelas e portas para que o gás comece a dissipar-se, mas cuidado com as janelas metálicas, já que o atrito pode ser perigoso. Faça tudo com muito cuidado;
4. Localize a fonte do vazamento e tente interrompê-lo fechando a válvula. Se não conseguir tente remover o botijão para o exterior da casa, para um ambiente aberto e bem ventilado. Se tiver dificuldades ou a condição não oferecer segurança, deixe como está e saia da casa;
5. Acione o corpo de bombeiros e afaste vizinhos e curiosos. Lembre-se que o ambiente gaseificado pode explodir violentamente.

O que fazer em casos de fogo em panelas: 
Se uma panela com óleo for esquecida e pegar fogo, siga os passos abaixo: 

1. NUNCA, JAMAIS jogue água na panela, isso fará o óleo espirrar e espalhará violentamente o fogo, podendo queimar seu rosto e por fogo na casa;
2. Com calma e muito cuidado desligue o fogo;
3. Pegue uma toalha, molhe-a, torça para remover o excesso de água e com cuidado cubra a panela, isso removerá o oxigênio e apagará o fogo;
4. Deixe o pano sobre a panela até que o óleo esteja bem frio para evitar que o fogo reinicie.

Outros riscos: Facas e objetos cortantes: Fique atenta com os bebês, eles crescem rápido e quando você menos espera já estão mexendo nas gavetas. Mantenha facas e todos os objetos cortantes em locais altos, bloqueie as gavetas amarrando-as com barbantes ou utilizando dispositivos apropriados vendidos em lojas de artigos para bebês e lembre- se: Cozinha não é lugar de criança.

Sacos plásticos: Utilize um suporte para guardar sacolinhas de mercado ou mantenha tudo num armário alto. Sacos plásticos podem sufocar as crianças. Fique atenta também em relação à algumas embalagens de brinquedos.


Remédios: Muitos remédios são coloridos e chamam a atenção das crianças. Tenha uma boa organização em sua casa, mantenha todos os remédios juntos, em uma caixa plástica ou algo similar, guardada na parte mais alta dos armários ou até mesmo trancada com cadeado. Também evite tomar remédios perto das crianças para não despertar o interesse.

Fósforos e isqueiros: Fogo não combina com criança. Proíba toda e qualquer brincadeira com fósforos ou isqueiros. Mantenha esses utensílios sempre fora do alcance e repreenda sempre que flagrar brincadeiras com fogo.

Piso molhado: Quando estiver lavando a cozinha, providencie alguma atividade para entreter as crianças. Não permita que passem pelo local enquanto o piso estiver molhado, evitando assim possíveis quedas. Também não descuide da sua própria segurança: Utilize botas plásticas adequadas para limpeza. Além de evitarem quedas elas protegem os pés dos produtos químicos.

Referencia:

MANUAL DE SEGURANÇA PARA CRIANÇAS. Como proteger seus filhos dos perigos do dia-a-dia. Rodrigo Cirino de Souza e Omar Alexandre Ferreira da Silva. Versão eletrônica 1.0 / nov.2009

Acidente de Trabalho - Responsabilidades e Obrigações

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Autor da apresentação: LUIZ ANTÔNIO VIÉGAS DA SILVA (Eng. de Segurança do Trabalho/Civil)

Homicídio Culposo – artigo 121, § 3º do Código Penal 
- Matar alguém: 
§ 3º Se o homicídio é culposo: Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos. 

- Aumento de pena: 

§ 4º No homicídio culposo a pena é aumentada em 1/3, se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro a vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante.

Lesão Corporal Culposa (ferimentos e/ou sequelas) – Artigo 129, § 1º do Código Penal 
- Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem. 
§ 1º Se a lesão é culposa: Pena – detenção, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano.

Perigo para a vida ou saúde de outrem – Artigo 132 do Código Penal 
- Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente.  Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, se o fato não constitui crime mais grave.

Contravenção Penal – Artigo 19, § 2º da Lei 8.213/1991 
§ 2º Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho.

Responsabilidade: Compromisso de fazer demonstrado pelo indivíduo, decorrente da autoridade recebida.
Autoridade: Flui em sentido descendente, do topo para a base, é concedida

Porque algumas empresas não seguem a Segurança do Trabalho? (Parte 2)

Antes de ler o artigo, leia a primeira parte. Clique aqui!

O que levou o trabalhador a ultrapassar a área de contenção ao risco? 

1. Trabalhador está com problemas pessoais?
2. Trabalhador não foi treinado?
3. Empresa não sinalizou a área corretamente?
4. Trabalhador ultrapassou propositalmente?

Existem diversas perguntas para se chegar a uma possível solução. Neste artigo pretendo abordar a primeira opção: O trabalhador está com problemas pessoais. 

É normal você ter problemas em sua vida pessoal e sempre escuto que quando o trabalhador chega na empresa os problemas pessoais são esquecidos. ISSO É MENTIRA! Existem casos e casos, quer dizer que estou com problema em casa e não posso ir para o trabalho? Lógico que não. Você precisa saber dizer ao seu superior que está passando por um problema e caso sua atividade seja de alta complexidade, solicite ajuda ou afastamento durante aquele período. Esse exemplo não é valido para todas as atividades, apenas para áreas operacionais com risco elevado.

Uma maneira de identificar que o trabalhador está passando por problemas é a utilização de uma ficha chamada "senso de humor" que deve ser aplicada logo após o DSS (Dialogo de Saúde e Segurança) e/ou DDS (Dialogo Diário de Segurança).

Modelo desenvolvido pelo Engenheiro Rafael Portelada

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Algumas pessoas não gostam de preencher ou comentar seus problemas fora do trabalho. Porém, é de extrema importância o responsável daquela área se preocupar com sua equipe. Sempre solicite para sua equipe preencher essa ficha logo após o DSS e/ou DDS. 

Existem diversas analises para entender o motivo de um acidente, esse modelo que estou disponibilizando é uma maneira simples e eficaz de entender se o trabalhador estava com seu psicológico em boa condição.

Observação: Essa ficha não é obrigatória, vai de cada empresa e cada profissional.

Gostaria de pedir desculpas aos leitores que acompanham o blog, estou sem tempo para trazer novas informações.

Como fazer um Inventário das Máquinas e Equipamentos

Como fazer um bom inventário de máquinas e equipamentos? Muito fácil, separei algumas sugestões que estudei no decorrer do tempo para elaborar uma boa ficha de inventário. 



Dessa vez não criei nenhum modelo. Estou colocando as informações que você vai precisar para criar uma boa ficha de inventário de máquinas e equipamentos. Caso sinta dificuldade para criar uma planilha, entre em contato pelo e-mail: contato@engconsultiva.com.br que posso auxiliar.

Categoria e explicação:

1 - Identificação: Informar o nome da máquina ou equipamento, o nome do fabricante, modelo, ano de fabricação, descrevendo resumidamente a sua finalidade. 

2 - Dados Técnicos: Informar os dados técnicos da máquina ou equipamento, tais como: Tipo, Capacidade, Velocidade, Ciclos, Acionamento, Potência, etc... Estas informações devem ser obtidas do manual do fabricante da máquina ou equipamento. 

3 - Sistemas de Segurança: Informar todos os sistemas ou dispositivos de segurança existente na máquina ou equipamento, descrevendo para cada um a sua finalidade específica. 

4 - Localização: Elaborar uma planta baixa (layout) do setor da empresa onde a máquina ou equipamento está instalada, destacando a sua localização. No caso de existir mais de uma máquina ou equipamento no setor, identificar cada uma com o número da sua ficha. 

5 - Reparos, Manutenções ou Modificações: Informar detalhadamente todas as intervenções ocorridas com a máquina ou equipamento e as respectivas datas. 

6 - Responsável Técnico: Informar neste campo o nome e registro do Profissional Qualificado ou Legalmente Habilitado responsável pela realização do inventário.

Acesse este link para baixar o modelo: http://www.engconsultiva.com.br/2015/10/modelo-inventario-das-maquinas-e.html

Porque algumas empresas não seguem a Segurança do Trabalho? (Parte 1)

Todo trabalhador tem o direito de sair e chegar em casa com vida. Mas parece que algumas empresas ainda não entenderam o sentido da vida. Tais empresas relatam que os trabalhadores são treinados para assumir aquele cargo, mas será que o treinamento passado é suficiente? Nosso Brasil ainda é muito arcaico no pensamento de prevenção de acidentes no trabalho. As empresas apenas começam a se preocupar com acidentes, quando acontece algo. Essa mentalidade está totalmente atrasada. Na última empresa em que trabalhei, minha chefe sempre falava que eu tinha o pensamento muito prevencionista. Ótimo para quem pensa assim.


Qual extintor de incêndio devo utilizar?

Este é um assunto muito abordado por blogs, sites e profissionais da área. Por ser algo amplamente divulgado, não quero tornar este artigo complexo e de difícil entendimento. Então, vamos ao que interessa.

Os extintores de incêndio são divididos em 5 classes, elas são:



Impacto do Ruído na Saúde do Trabalhador

Artigo retirado da monografia de Especialização do Engenheiro de Segurança do Trabalho Rafael Portelada.

Link para Download: Clique Aqui (Arquivo hospedado no Google Drive)
Problemas com link? Informe pelo e-mail: blog.eng.consultiva@gmail.com

Retirado do Google Imagens
Ao passar dos anos, a preocupação em disponibilizar informações sobre o nível de ruído que determinados equipamentos emitem, tem se tornado uma necessidade básica. Segundo Bistafa (2011, p. 7) os “níveis de ruído estão sendo incluídos nas especificações de vários tipos de equipamentos industrias, como motores e bombas, quando, no passado, somente eram disponibilizadas informações muito superficiais de desempenho acústico.” Com isso, os equipamentos que emitem menor nível de ruído acabam sendo escolhidos para minimizar problemas que o trabalhador possa adquirir no futuro.   

Controlar o ruído tem que ser uma preocupação de todos os profissionais que trabalham com a Engenharia de Segurança do Trabalho, pois a saúde do trabalhador vem em primeiro lugar.

Um dos direitos que não deve ser ignorado por parte do trabalhador e das empresas é quanto ao adicional de insalubridade. Direito este regulamentado pela NR-15, que assegura ao trabalhador o recebimento de um adicional em seu salário de acordo com a região que ele está presente. Esses valores são definidos em 3 (três) graus: Grau máximo 40% (quarenta por cento), Grau médio 20% (vinte por cento) e Grau mínimo caracterizando por 10% (dez por cento).

Caso a empresa consiga eliminar a fonte geradora de ruído, o trabalhador deixará de ser beneficiado. Um laudo deverá ser realizado por profissionais legalmente habilitados (Engenheiro de Segurança do Trabalho e Médico do Trabalho) para comprovar que a fonte geradora do ruído foi solucionada e/ou minimizada com a utilização do EPI. 

Problemas e Riscos na saúde do trabalhador exposto ao ruído

Pessoas que trabalham em locais, onde existe uma grande obra em andamento, acabam sendo prejudicadas pelo efeito do ruído excessivo e, como na maioria dos locais não existe uma preocupação para tal caso, acabam sofrendo com doenças. O Portal da Construção ([?], p. 7) traz que:

• Efeitos fisiológicos - Está provados que a exposição ao barulho tem efeitos no sistema cardiovascular, o que provoca a libertação de catecolaminas e um aumento na pressão arterial.
• Stress associado ao trabalho - O stress associado ao trabalho raramente tem uma única razão, e normalmente deve-se a uma combinação de vários fatores. O ruído no local de trabalho pode ser um desses fatores, mesmo que a um nível baixo.
• Maior risco de acidentes - Níveis de ruído elevados dificultam a audição e comunicação aos trabalhadores, aumentando a probabilidade de acidentes. O stress associado ao trabalho, no qual o ruído pode ser um fator, pode estar ligado a este problema.

O trabalhador começa a mostrar esses efeitos quando chega em casa e percebe que os medicamentos que ele usava para amenizar aqueles problemas não estão mais surtindo o efeito esperado.

O ruído pode influenciar o desempenho do trabalhador em suas funções, como aponta Lida (2005, p. 508): 

 (...) O ruído produz aborrecimento, devido a uma interrupção forçada da tarefa ou aquilo que as pessoas gostariam de estar fazendo, como conversar ou dormir, e isso provoca tensões e dores de cabeça. Também podem prejudicar a memória de curta-duração. As tarefas que exigem muitas informações verbais são prejudicadas porque as pessoas precisam falar mais alto e nem sempre são compreendidas, devido ao efeito do mascaramento.

Essas reações são conhecidas como fadiga e vão prejudicar o trabalhador tanto em seu ambiente de trabalho, quanto na vida social. As vezes aquela atividade que era para ser feita em 30 minutos, demora horas, pois com o passar do tempo a fadiga vai aumentando e prejudicando o seu raciocínio.

O principal risco que o ruído pode trazer para o trabalhador é a surdez. Existem 2 (dois) tipos de surdez de acordo com Lida (2005, p. 507-508): 

• Surdez de condução – (...) Pode ser causada por diversos fatores, como o acúmulo de cera, infecção ou perfuração do tímpano. Ruídos de impacto com alta intensidade podem provocar a ruptura da membrana do tímpano ou danificar a transmissão pelos ossículos do ouvido médio. Com isso, as vibrações sonoras chegam amortecidas à cóclea, reduzindo a eficiência auditiva. 
• Surdez nervosa – (...) Isso acontece após exposição prolongada a ruídos intensos. As perdas que ocorrem nas faixas de alta frequência, acima de 1000 Hz, principalmente em torno de 4000 Hz, e são irreversíveis (...).

Referencias:

Bistafa, Sylvio R. Acústica aplicada ao controle do ruído/Sylvio R. Bistafa – 2.ª edição – São Paulo: Blucher, 2011.

Construção, Portal da. Segurança e Higiene do Trabalho Volume XVII – Ruído. Disponível em: http://www.oportaldaconstrucao.com/xfiles/guiastecnicos/sht-vol-17-ruido.pdf. Acesso: 22 dez. 2014.

Lida, Itiro. Ergonomia: projeto e produção/Itiro Lida – São Paulo: Blucher, 2005.

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